[...] dos modos de existência como produção artística e tem como base as relações e suas reverberações, sejam nos projetos pessoais ou em parcerias com outrxs artistas.

 

A pesquisa se desdobra por linguagens 

diversas, híbridas.

 

Que se encontram no processo de criação e construção dos trabalhos, 

 

sejam secreções, como sangue; 

 

sejam ações: do corpo como ato; 

 

objetos; ou fotografias. 

 

Formando linguagem registro de minhas experiências de deslocamento e imersão. 

A performance é a pulsão do corpo revelada. E aparece como movimento vital do percurso. Chamo o que faço de práticas híbridas para cura... Despida, “sem peles e andrógino”.

 
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PELOS [como ser mulher?], desde 2013

modos de existência / corpo como ato

8,5x12cm (documento original)

 
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[ mãe, filha, urucum, colar de ossos, bracelete jibóia de cura Huni Kuin, rapé e vassoura de piaçava ]

 MÃE, 2019

performance | 40 min | com: Nazaré (mãe)

LAVRA 2019, Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica

Ocupação da Praça Tiradentes 30/03/2019

Rio de Janeiro - RJ

Registro: Gabriel Vieira

-

40 x 60 cm em papel fotográfico

LAVRA 2020, Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica

15/02 à 28/03/2020

Rio de Janeiro - RJ

-

1,20 x 1,80 cm em adesivo de parede

MATERNAGEM (Exposição Individual)

19/01 à 27/02/2021

OC Alfredo Volpi, São Paulo - SP

  

Minha mãe trança meu cabelo. Minha mãe trança meu cabelo. Minha mãe trança meu cabelo. Tento me preparar. A vida deve seguir. Todo o deslocamento é a ação. Minha irmã morreu sem chegar a ser mãe, sem conhecer o Rio de Janeiro. Sempre pedi para não morrer por amor a minha mãe. Nunca pensei que ela fosse enterrar uma filha. A filha da minha irmã não nasceu, acho que por isso ela foi assassinada por ele. A arte gosta de falar sobre coisas grandes… Grandes acontecimentos da vida, social e política, daquilo que nunca cessa, daquilo que talvez sempre se repetirá?. Eu gosto de falar sobre coisas pequenas. Sobre o que um dia inevitavelmente irá acabar? Sobre o que muda quase nada... E ao mesmo tempo, isso é tudo. Tudo o que se pode dizer da vida é gesto, e é pequeno. Este é um trabalho sobre amor. É um trabalho sobre mãe, sobre cuidado. E eu o dedico a minha mãe.

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[ as meias do enxoval de minha sobrinha em totem de madeira e acrílico ] 

À FILHA QUE NÃO CHEGOU A NASCER / PARA HELENA, 2019

objeto afetivo 10cmX10cm X 1.10alt

ABRAÇO COLETIVO | Curadoria: Paula Borghi

06/07 à 20/07/2019 

Ateliê 397, São Paulo-SP

-

MATERNAGEM (Exposição Individual)

19/01 à 27/02/2021

OC Alfredo Volpi, São Paulo - SP

 

meu luto luta

Chamamento... sabendo do agravamento da violência doméstica contra a mulher no período de quarentena.

Olá, meu nome é Bárbara Milano, sou irmã da Bia (Beatriz Milano). Que foi assassinada por seu então companheiro na cidade de Rondonópolis-MT, na noite do dia 23 para 24/11/2018. Bia estava grávida de 4 meses e meio. A bebê morreu com ela... Em meio a tamanha perda tenho feito de minha ação como artista minha luta. Recentemente fui chamada a integrar uma exposição coletiva na cidade de São Paulo e pensei em trabalhar áudios de vitimas de agressão que estejam vivas... Celebrando a fala! Pois sabemos, não é fácil comunicar esse lugar tão pouco desejado... o da vítima. Contudo, assumirmos esse espaço, não deve ser nossa diminuição e sim, nossa resistência guerreira e corajosa. Convido a todas que desejarem, me enviarem áudios sobre suas experiências em relacionamentos abusivos. 

A proposta consiste em dois áudios curtos:

- um áudio de 1 minuto com o relato do tipo de agressão que você vivenciou;

- um áudio de 1 minuto sobre ter conseguido sair dessa situação... 

Grata pela sua participa-ação. Nenhuma identidade será revelada. Enviar para o meu whatsapp (11) 99399-1658.

Parcipou da atividade on-line: Denúncia e elaboração da violência de gênero e doméstica por meio de processos artísticos. Coordenada pelo Grupo Maior que Eu, de 7/7 à 28/7, pela Oficina Cultural Alfredo Volpi. Com: Bárbara Milano, Cathe, Grupo de Estudos e Praticas de Toque e Cuidado, Flavia Lobo de Felício, Karlla Girotto, Moara Brasil, Nicole Aun, Raylander Mártis.

MEU LUTO LUTA | 2020 | som / relacional | em processo

 
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Bárbara Milano e Francesca Lazzeri

SEM MEDO, 2018

fotografia/lambe-lambe/intervenção

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Teresina-PI

Ph: Bárbara Milano

Fruto do processo de conviência durante a residência artística NOVE, conduzida por Francesca Lazzeri (It/Nl).  O lambe-lambe “SEM MEDO” foi um trabalho desenvolvido em co-autoria com a mesma, contando ainda com o envolvimento de todas as  participantes do grupo, ao todo éramos 12 mulheres de diferentes estados do Brasil, sobretudo do Piauí, o estado brasileiro com maior índice de femínicidio registrado no anterior à nossa residência. 

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Ph: Maurício Pokemon

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 por Nacional Trovoa na SP-ARTE 2020 

 SEM MEDO, 2018 | impressão em Fine Art 30x42

 
PARA FICAR BELA [como ser mulher?] | 2017 | objeto-função |
PARA FICAR BELA [como ser mulher?] | 2017 | objeto-função |

Sangue menstrual em vidro de esmalte. *Participou: “BUCÉTIKA” - Sue Nhamandu convida | 4 e 5/maio 2018 | Encontro transfeminista | Al Janiah, São Paulo-SP e SP-ARTE 2020 por Nacional Trovoa.

CYGILE série: [como ser mulher?] | 2018 | objeto-função |
CYGILE série: [como ser mulher?] | 2018 | objeto-função |

Pintura com sangue menstrual sobre tecido.

PARA FICAR BELA [como ser mulher?] | 2017 | objeto-função |
PARA FICAR BELA [como ser mulher?] | 2017 | objeto-função |

Sangue menstrual em vidro de esmalte. *Participou: “BUCÉTIKA” - Sue Nhamandu convida | 4 e 5/maio 2018 | Encontro transfeminista | Al Janiah, São Paulo-SP e SP-ARTE 2020 por Nacional Trovoa.

 

SANGRA SANGRE é um processo que desenvolvi entre 2010 e 2015 a partir da observação e experimentos que realizei com  meu sangue menstrual; Fiz cerca de 180 peças cerâmicas das quais chamei "vulvas". As peças viajaram comigo em processo posterior, sendo presenteada a mulheres durante conversas proporcionadas pelos encontros... Um trabalho de força, de silêncio mais do que palavras...

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VULVAS [tempo de lua]   | 2011 |   instalação/site-specific

madeira, escultura cerâmica e sangue menstrual | L.O.T.E. | UNESP, São Paulo.

Da convivência e troca, a realização desse trabalho. Cujas fotos, são produto da entrega e busca de conexão com essa cultura milenar e sua cosmovisão ancestral. Os trabalhos rituais foram fotografados sob efeito conduzido da ayuasca, rapé, sananga e kambo - modos de cura tradicionais da floresta, tradicionais do povo Huni-Kuin. Como aprofundamento deste processo, é realizado o projeto de Mestrado em Artes pelo Instituto de Artes da UNESP “FOTOGRAFIA RITUAL”; Onde busco pensar essa ideia como conceito no campo de produção da fotografia como gesto performativo. 

Para entrar no site do evento clique aqui

CURA | 2017 | fotografia ritual
Exposição virtual e internacional
ZONAS DE COMPENSAÇÃO 7.0  2020;
Universidade de Luxemburgo 
e
SP-FOTO 2020

*Do lucro da venda desses trabalhos, metade (50%º) referente ao direito de imagem, retorna a comunidade através da FEPHAC (Federação do Povo Huni Kuin do Acre).

 
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Bárbara Jacqueline Soares Milano, 1987,
baseada em São Paulo, SP, BRASIL 

Fruto entre o preto, o branco e o ancestral da terra, Xukuru, de Pindorama. Nascida em Piracicaba, onde passa um rio... Vive e produz a partir da cidade de São Paulo e itinerâncias. A costura entre diferentes linguagens desafia a forma – do corpo como ato [performatividade] à fotografia como registro silencioso. Os trabalhos abordam questões de identidade; ancestralidade; espiritualidade e gênero. Seu corpo é suporte de vivências imateriais.

Atualmente é mestranda em Artes pela UNESP-SP com o projeto FOTOGRAFIA RITUAL; É pesquisadora no grupo de pesquisa cAt (ciência/Arte/tecnologia) IA-Unesp/CNPq; Integra o coletivo Levante Nacional TROVOA, tendo participando do Viewing Room da SP-Arte e SP-Foto em 2020. Sua primeira exposição individual: MATERNAGEM, abre o ano de 2021 com obras em co-autoria com Mônica Ventura, Nazaré Soares e texto cura de Renata Felinto.

Bacharel em Artes Visuais pela UNESP-SP (2015). A conclusão do curso marca o início de seu processo com outras linguagens e produção com outres artistas/pessoas: uma residência no campus para a construção de uma kombi/casa, obra relacional, DISPOSITIVO EM MOVIMENTO (2014). Viajou por cerca de dois anos à base de trocas e contribuições para a realização deste trabalho, percorrendo cidades pelos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro; Participando de duas edições da "Virada Educação" (2014 e 2015) da cidade de São Paulo. A imersão em processos vêm sendo, desde então, modo de existência e produção de arte.
 
Em “Sta. Barbarhá Comércio de Arte”, exposta na 9ª Entre-Mostras da Fundação Cultural BADESC (Florianópolis-SC), percorreu as ruas da cidade de São Paulo e pontualmente outras cidades pelo Brasil vendendo suas fotografias imantadas (10x15cm), criando um fluxo constante de troca entre artista e público, trabalho que realizou entre 2016 e 2018; ano que conhece o Piauí para a realização das residências: Nove, de Francesca Lazzeri e Demolition Incorporada, de Marcelo Evelin, no CAMPO Arte Contemporânea (Teresina-PI); onde inicia sua pesquisa ritual BATE-FOLHA.

 

Em 2019 apresentou o trabalho de performance MÃE, atuando com sua mãe em uma ação na coletiva LAVRA 2019, que ocupou a Praça Tiradentes pelo Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica (Rio de Janeiro-RJ). Expondo o registro do trabalho no ano seguinte, na LAVRA 2020, CMAHO (RJ). Fala um pouco sobre o processo no documentário AURORA (2019, 20’ min, Libertina Filmes). 

 

Concomitante ao seu processo, trabalha em parceria com outres artistas no desenvolvimento e [feitura] de projetos. Atua em oficinas e workshops como arte/educadora sobretudo no campo da fotografia.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS

2021_ MATERNAGEM | OC Alfredo Volpi, São Paulo-SP 

EXPOSIÇÕES COLETIVAS

2021_ SP-ARTE | Curadoria compartilhada Nacional Trovoa | Viewing Room.

2021_ ARTE E COSMOLOGIA | Lab Inter - UFSM | CURADOR: conhecedor de mistérios.

2021_ ARTE E COSMOLOGIA | Lab Inter - UFSM | cAt - Sopro e Toque.

2020_ SP-FOTO | Nacional Trovoa | Viewing Room | MENINO OU MENINA?; CURA; EMULSÃO;

2020_ SP-ARTE | Nacional Trovoa | Viewing Room | PARA FICAR BELA; SEM MEDO.

2020_ EMERGÊNCIAS* | Viewing Room | FOTOGRAFIA RITUAL.

2020_ AI+ART | Universidade de Luxemburgo, Luxemburgo | CURA.

2020_ ZONAS DE COMPENSAÇÃO 7.0 | Viewing Room | CURA. 

2020_ AI+ART | Universidade de Luxemburgo, Luxemburgo | cAt - SOPRO; TOQUE.

2020_ ZONAS DE COMPENSAÇÃO 7.0 | Viewing Room | cAt - SOPRO; TOQUE.

2020_ FACTORS 7.0 | Viewing Room | cAt - SOPRO; TOQUE.

2020_ LAVRA 2020 | CMAHO, Rio de Janeiro-RJ | MÃE.

2019_ ABRAÇO COLETIVO | Ateliê 397, São Paulo-SP | À FILHA QUE NÃO CHEGOU A NASCER.

2018_ BUCÉTIKA - Encontro Transfeminista | Al Janiah, São Paulo-SP | PARA FICAR BELA.

2016_ 9ª ENTRE-MOSTRAS | Fund. BADESC, Florianópolis-SC | Sta. Barbarhá Comércio de Arte. 

2011_ L.O.T.E. | IA UNESP, São Paulo-SP | VULVAS.

 

PERFOMANCES

2019_ MÃE. 40min. LAVRA 2019 - Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica. Rio de Janeiro-RJ.

2018_ RITO. 30min. Espaço METÁFORA. Parnaíba-PI.

2018_ BATE-FOLHA. 30min. CAMPO Arte Contemporânea, Teresina-PI.

2017_ NU É CRU. 10min. Vão Livre do MASP. São Paulo-SP.

 

RESIDÊNCIAS

2021_ PIVÔ ARTE E PESQUISA 2021 | Catarina Duncan [Br]. PIVÔ, São Paulo-SP.

2018_ NOVE | Francesca Lazzeri [It/Nl]. CAMPO Arte Contemporânea, Teresina-PI.

2018_ DEMOLITION iNCORPORADA | Marcelo Evelin [Br/Nl]. CAMPO, Teresina-PI.

2018_ CRIAÇÃO CORPORAL | Zé Reis [Br]. Espaço Balaio, Parnaíba-PI.

2015_ DISPOSITIVO EM MOVIMENTO | MOBA em Kombi-home, SP > MG > RJ.

2014_ DISPOSITIVO EM MOVIMENTO | TCC da Graduação em Artes Visuais |

               Ateliê de Marcenaria. Instituto de Artes UNES-SP.

 

PUBLICAÇÕES

2018_ Fotografia: “EMULSÃO” HUNI KUIN | Revista ABATE #4 – ISSN 2447­552.

COLEÇÕES

2021_ participa da coleção CALMON-STOCK | Rio de Janeiro-RJ.

 

OFICINAS / WORKSHOPS MINISTRADOS

2020_ Denúncia e elaboração da violência de gênero e doméstica por meio de processos artísticos

               Curadoria: Karlla Girotto [ G>E ] | Oficinas Culturais, via Google Meet. (4H)

2020_ Fotografia Móvel | Oficinas Culturais, via Google Meet. (6H)

2020_ Fotografia/Linguagem | Oficina Cultural Alfredo Volpi, São Paulo-SP. (20H)

2019_ A Fotografia Como Meio | Oficina Cultural Alfredo Volpi, São Paulo-SP. (20H)

2019_ Poéticas Visuais e Processo Criativo | Centro Universitário SENAC-SP. (4H)

 

ASSISTÊNCIAS / FEITURAS

2020_ Daniel Lie [Coord. de Pintura] “Filhes do Fim”. Solar dos Abacaxis. Rio de Janeiro-RJ.

2018_ Daniel Lie [Coord. de Pintura] “Filhxs do Fim”. Galeria Casa Triângulo. São Paulo-SP.

2018_ Daniel Lie [Coord. de Ateliê] “Leste a Leste - Centro de Morte para xs vivxs”.

               Poema Visual de Carmem Garcia. Via área, SESC Belenzinho. São Paulo-SP.